6 de fevereiro de 2018

O que temos feito de nós?


Olhe para todos a seu redor e veja o que temos feito de nós. 
Não temos amado, acima de todas as coisas. 
Não temos aceito o que não entendemos porque não queremos passar por tolos. 
Temos amontoado coisas, coisas e coisas, mas não temos um ao outro. 
Não temos nenhuma alegria que já não esteja catalogada. 
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora, pois as catedrais que
 nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. 
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga
 e nós a tememos. 
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. 
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. 
Temos procurado nos salvar, mas sem usar a palavra salvação para não nos 
envergonharmos de ser inocentes. 
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, 
de ciúme e de tantos outros contraditórios. 
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. 
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. 
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença
 é angústia disfarçada. 
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso 
nunca falamos o que realmente importa. 
Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. 
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos 
a tempo dos falsos deuses. 
Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer “pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. 
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. 
Temos chamado de fraqueza a nossa candura. 
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. 
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.

(Autor desconhecido)

17 de dezembro de 2017

Convivência com pessoas difíceis.




Através destes encontros com pessoas que não pensam igual a gente, ou que não se comportam como nós desejamos, devemos ir criando e alimentando dentro de nós dois sentimentos muito importantes, a compreensão e a paciência.
Algumas vezes não percebemos a importância destes encontros e perdemos a paciência, tomamos algumas atitudes irritadas ou nos afastamos desta pessoa.
Na maioria das vezes isto é um erro, pois Deus, que sabe do que precisamos, nos coloca exatamente onde necessitamos para o nosso maior e melhor aprendizado.

É tão importante a convivência com as pessoas “difíceis” que Jesus nos deixou o seguinte ensinamento: “Se apenas amares os que te amam, qual será a tua recompensa?” (Mt 5:46).
Devemos entender que Jesus nos solicita que usemos nossa compreensão e indulgência com as faltas alheias (LE 886) para que possamos conviver e aceitar as pessoas que achamos difíceis, pois certamente queremos que as pessoas nos aceitem como somos, concorda?
Algumas vezes, e não estou dizendo que seja o caso porque não conheço nem você nem os detalhes, as pessoas que julgamos difíceis tem a mesma opinião ao nosso respeito.
Assim, abre margem para fazermos uma autoanálise e buscar o conhecimento dentro de nós para termos certeza se os erros e os motivos que levam a esta dificuldade de convivência não estão partindo de nós, para que possamos corrigi-los.
Lembro, por fim, que toda a mensagem de Jesus é baseada na escolha que nós fazemos: não podemos escolher como as pessoas vão se comportar em relação a nós, mas podemos escolher como vamos nos comportar em relação a elas

Fonte: Desconhecemos a autoria do texto.



21 de outubro de 2017

Pessoas perfeitas não existem.



Não sei dizer se é a falta do tempo, ou não querer perdê-lo, que nos leva a buscar coisas prontas ou pelo menos que nos deem o menos trabalho possível. É como se quiséssemos cortar caminho para chegar ao mesmo ponto que o coração visa.

No nosso relacionamento com outras pessoas temos também uma certa tendência a, ao invés de construir relações, querer encontrar coisas feitas, situações prontas e que nos deem segurança. Construir significa ter trabalho, empenhar-se, dar de si e, por que não, ceder e perder-se um pouco na busca de um encontro profundo.

Nos lamentamos pelo que não foi construído para nós e nos esquecemos do nosso poder de reparar, recuperar e reconstruir. Se temos um sonho, por que esperar que outros ponham as escadas no caminho para que subamos às nuvens? Colocando, nós, cada degrau, saberemos onde estaremos pisando. Aquilo que exige de nós tempo e esforço merecerá uma alegria muito maior no dia da conquista.

Uma das histórias reais e mais bonitas que conheço é essa dessa filha que foi abandonada pela mãe quando criança. Ela cresceu com o sonho de ter uma mãe e já na idade adulta procurou pela mesma, colocando de lado todos os porquês de tanto abandono, de tantos anos de dor e solidão. Ela "decidiu" ter a mãe e tem. 

Cuida dela como se fosse a flor mais linda e preciosa do mundo, por que ela conhece o que é desejar e não ter e escolheu não viver a vida lamentando-se pelo tempo perdido. Constrói álbuns à partir do tempo que recuperou, vai acumulando lembranças para o dia do amanhã e saudade sincera para o possível dia da partida. Penso que abençoada é essa mãe e preciosa é essa filha. Precioso é esse ser humano.

Nossas razões nos colocam limitações. Os erros alheios nos parecem imperdoáveis e punidos somos nós pela rejeição da construção de uma vida diferente e nova, os quais seríamos o arquiteto, pedreiro e feliz proprietário. Quando deixamos de falar com uma pessoa porque nosso coração ficou ferido, vamos colocando a felicidade num passo a frente e aquele momento de zanga fica perdido. Se tínhamos dez oportunidades de sermos felizes, teremos apenas nove porque nosso coração foi orgulhoso demais e isso falou mais alto. 

Toda felicidade não é utopia. Utopia é pensar que permanecendo na nossa dureza e guardando nossas razões estaremos ganhando alguma coisa. Sonhos não são quimeras, são desejos que nosso coração pode realizar. Se o amor pudesse sempre gritar, se ele pudesse segurar nosso rosto para a direção do sol e das flores, seríamos mais felizes, menos sérios, menos graves, mais leves, mais próximos do céu.

Pessoas perfeitas não existem. Pessoas que querem dar o melhor de si já são, para Deus, um pedaço do sonho da perfeição. Podemos todos ser o sonho de Deus.

Autora: Letícia Thompson



                                         

28 de julho de 2017

O amor é a única poesia que existe


A vida é um caso de amor, é poesia, é música. Não faça perguntas feias como: qual é o propósito? Porque no momento em que você pergunta isso, você se desconecta da vida. A vida não pode ser interligada por questões filosóficas. A filosofia precisa ser deixada de lado.

Crença na poesia

O amor é a única poesia que existe. Todas as outras poesias são apenas um reflexo dele. A poesia pode estar no som, pode estar na pedra, pode estar na arquitetura, mas basicamente esses são todos reflexos do amor, captados em diferentes veículos.
Mas a alma da poesia é o amor, e aqueles que vivem o amor são os poetas reais. Eles podem nunca escrever poemas, podem nunca compor uma música, podem nunca fazer algo que normalmente as pessoas consideram como arte, mas aqueles que vivem o amor, que amam completa e totalmente, esses são os poetas reais.
A religião é verdadeira se ela criar o poeta em você. Se ela matar o poeta e criar o pretenso santo, ela não é religião: é patologia, um tipo de neurose vestida com termos religiosos.
A verdadeira religião sempre libera a poesia, o amor, a arte, a criatividade em você, ela o deixa mais sensível. Você pulsa mais, seu coração tem uma nova batida, sua vida não é mais um fenômeno monótono e trivial. Ela é uma constante surpresa, cada momento abre novos mistérios.
A vida é um tesouro inesgotável, mas somente o coração do poeta pode conhecê-la. Não acredito em filosofia, não acredito em teologia, mas acredito na poesia.

Osho, em "Osho Todos os Dias - 365 Meditações Diárias"

1 de junho de 2017

Deixem-me envelhecer...



Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,
Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,
Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,
Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,
Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,
Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,
Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,
Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.
Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,
Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,
Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos experiências, conhecimentos,
Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,
Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,
Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,
Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.
Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,
Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,
Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,
Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,
Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,
Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,
Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,
Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Silvana Freygang